Entrevista com Suzana Lourençon - VetSense Loja Online

Entrevista com Suzana Lourençon

Grooming não é só estética, é também cuidar da saúde e do bem-estar do animal. A arte de deixar os animais mais bonitos e saudáveis é realizada por profissionais que se dedicam e se especializam na área. Conversamos com Suzana Lourençon, que é groomer com certificação internacional, atuando há 20 anos no ramo pet.

Membro do IPG (International Professional Grooming), Suzana é proprietária do pet shop Latidos e Miados, além de ministrar aulas em sua escola de estética animal. É possível encontrar Suzana atuando também como palestrante em eventos do mundo pet.

Confira a entrevista onde a groomer fala um pouco mais sobre sua carreira e sobre a importância de ter bons parceiros nesse ramo.

Qual foi sua motivação para começar a trabalhar como groomer?
Suzana Lourençon: Eu queria primeiramente lidar com animais e, há 20 anos, não tinha tanto este mercado de estética. Eu pensava em fazer veterinária, mas… eu nunca gostei de estudar, preferia botar a mão na massa. Então, aos 15 anos comecei a trabalhar em uma loja de rações. Porque, nessa época, os petshops também não estavam em evidência. Era mais a agropecuária. Ai não sai mais do ramo!

Para você, o que é necessário que o profissional tenha para ser considerado um bom groomer?
Suzana Lourençon: Amor….. mas, para mim, a paciência é o principal. Acho que só com paciência vamos conseguir respeitar os nossos clientes (pets). Se não houver respeito, de nada adianta o amor. Abraçar, beijar, apertar eles é fácil, mas na hora da manipulação deles vai além…

O que você considera mais difícil na sua rotina como groomer? (desafios e dificuldades)
Suzana Lourençon: Eu acho que, no nosso ramo, a coisa mais difícil é a comunicação com o proprietário. A relação proprietário X profissional. Fazer ele entender quais são as possibilidades de fazer o serviço no animalzinho dele. Você é o profissional, então você é quem dita as regras e possibilidades do seu negócio.

Falamos das dificuldades, vamos falar das coisas boas. O que você considera mais gratificante nessa profissão?
Suzana Lourençon: Trabalhar com um cão bem sujo e deixar ele lindo e maravilhoso!!!!!
Se o cão sorrir pra mim, ganhei o meu dia. Sempre comentamos que a nossa profissão ainda não é bem remunerada, mas acho que somos os profissionais mais felizes.

Por falar na profissão. Você, além de groomer, também dá aulas, certo? Normalmente, de quanto em quanto tempo é necessário se atualizar?
Suzana Lourençon: Hoje, o profissional que quer estar totalmente no mercado, deve se atualizar quase que mês a mês, porque o nosso mercado não para nunca! São novidades atrás de novidades. Esses dias estava conversando com um amigo, que é um grande profissional do nosso mercado, e ele disse que, hoje no Brasil, todo fim de semana temos diversos workshops. Você escolhe o que quer aprender. São muitos profissionais bons ensinando, e muitos temas e tendências do mercado. E o Brasil perde apenas pros EUA e Japão.

E para uma área em constante crescimento e com um bom mercado. Qual a importância ter bons parceiros?
Suzana Lourençon: Bons parceiros quer dizer: maior produtividade, maior lucratividade e o profissional sempre à frente dos concorrentes. Porque bons parceiros respeitam o profissional, se preocupam.

Você utiliza os produtos Ezze, por que você os utiliza e qual é o diferencial deles para o animal?
Suzana Lourençon: Primeiramente porque é uma linha feita somente para o profissional, isso quer dizer que a marca se preocupa e nos ouve. Segundo que, para os animais, é incrivelmente benéfica para a saúde e o bem estar da pele e do pêlo. Quanto mais você usa, mais resultados você tem.

Para finalizar, dê uma dica/conselho para os donos de animais que procuram por um groomer. Quais quesitos eles devem avaliar?
Suzana Lourençon: Procure saber sempre que tipo de produto o profissional usa, por aí o proprietário saberá da preocupação que este groomer tem com o seus clientes. Uma coisa muito importante, também, é saber se ele está sempre antenado nas novidades em nosso mercado, em produtos, em serviços e técnicas. E, claro, se ele ama realmente a profissão e se respeita o seu pet na hora do serviço prestado.

 

Por Maria Freitas e Thaís Herculano

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